O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu, na terça‑feira (27), que a federação PSOL‑Rede cumpriu a cláusula de barreira, permitindo o acesso aos recursos do Fundo Partidário, ao Fundo Eleitoral e ao tempo gratuito de propaganda televisiva a partir de 2027.

"Esse arredondamento nos dá possibilidade e oportunidade de continuarmos sonhando e trabalhando por um partido que contribua cada vez mais com a sociedade brasileira", afirmou.

Destaques:

  • Cumprimento da cláusula de barreira por PSOL‑Rede
  • Decisão unânime do TSE
  • Acesso garantido a fundos e tempo de TV em 2027

Decisão unânime do TSE

A federação havia recorrido à Justiça contestando a avaliação de que não havia atingido os requisitos. O relator ministro Kássio Nunes Marques votou a favor de arredondar as porcentagens usadas na verificação, alinhado aos demais magistrados. O voto foi unânime.

Regras da cláusula de barreira

A legislação exige 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados e, simultaneamente, 1,5% dos votos em ao menos nove estados. Em 2026, a federação alcançou o percentual em oito estados e, com o arredondamento adotado pela ABNT, ultrapassou a marca de 1,5% no Espírito Santo, completando o requisito de nove unidades federativas.

Reações e outras siglas

O presidente do PSOL, Paulo Lamac, classificou o arredondamento como “perfeitamente correto” e em conformidade com as normas da ABNT. Outras legendas que permaneceram abaixo da cláusula de barreira nas eleições de 2026 foram PDT, Avante, Missão e a federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).