O dólar comercial encerrou a sessão de terça-feira vendido a R$ 5,019, queda de 0,58% e terceiro pregão consecutivo em baixa frente ao real. A moeda chegou a se aproximar de R$ 5,00, acompanhando a desvalorização observada nos mercados internacionais.

Queda do dólar e fatores externos

No exterior, o índice DXY recuou cerca de 0,26% ao fim da tarde, refletindo dados fracos do setor imobiliário dos EUA e expectativas de redução dos juros americanos. A diminuição dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos também tornou mercados emergentes mais atrativos, favorecendo a entrada de recursos no Brasil.

A queda do petróleo Brent, que fechou a US$ 108,79 por barril (-0,69%), contribuiu para o apetite por risco, reduzindo pressões inflacionárias globais.

Impacto na bolsa brasileira

O Ibovespa encerrou em 208.295,98 pontos, alta de 1,57%, atingindo a máxima de 208.941,57 pontos durante a tarde. O desempenho foi impulsionado pelo ingresso de capital estrangeiro e pela valorização de ações de empresas sensíveis a juros e atividade econômica.

A perspectiva de condições financeiras mais favoráveis pode beneficiar companhias que dependem de crédito e consumo, já que juros menores reduzem o custo de financiamento.

Cenário eleitoral e fluxo de investimentos

No âmbito interno, a expectativa sobre os desdobramentos da disputa presidencial manteve investidores atentos ao risco político, mas o fluxo de investimentos estrangeiros continuou a sustentar o real. A combinação de fatores externos favoráveis e a atenção ao cenário eleitoral criou um ambiente propício para a alta dos ativos brasileiros.