O dólar subiu 1,15% e fechou próximo de R$ 5,09 nesta quinta‑feira (15), com a Bolsa recuando cerca de 1% e terminando em 204.324,26 pontos. O movimento ocorreu em meio a um dia de cautela, com investidores atentos ao cenário eleitoral e a possíveis medidas econômicas do governo.
Cotação do dólar e comportamento da Bolsa
A moeda estadunidense ganhou força ao longo do pregão, atingindo máxima de R$ 5,098 antes de fechar em R$ 5,087. No mesmo período, o Ibovespa passou boa parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora, encerrando em queda de 1,06%.
Contexto interno e expectativas eleitorais
A atenção do mercado se voltou para a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e para rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados. Essas notícias alimentaram a cautela dos investidores, que observaram também o giro financeiro da sessão, estimado em R$ 27 bilhões.
Cenário internacional e preços do petróleo
No exterior, o índice DXY recuou 0,53%, aos 102,015 pontos, indicando perda de força do dólar frente a outras moedas. O petróleo apresentou trajetórias distintas: o Brent caiu 0,13% e fechou a US$ 105,92 por barril, enquanto o WTI avançou 3,03%, terminando a US$ 97,97 por barril.
- Brent: US$ 105,92 (-0,13%)
- WTI: US$ 97,97 (+3,03%)
A oferta de petróleo também esteve em foco, com estoques semanais nos Estados Unidos caindo 8,557 milhões de barris, acima das previsões. A Agência Internacional de Energia anunciou a aceleração da liberação de cerca de 100 milhões de barris das reservas estratégicas, conforme decisão do G7.
Desempenho acumulado
Apesar das três altas consecutivas, o dólar ainda acumulava queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano. O Ibovespa, por sua vez, mantinha alta de 9,65% em outubro e de 26,81% em 2026, embora recuasse 2,27% na semana.