Governador eleito de MG passa mal após discurso no Senado
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), foi atendido pela equipe médica da Casa ao relatar mal-estar na tarde de 15 de julho. O diagnóstico apontou pico de pressão arterial e frequência cardíaca ligeiramente elevada, conforme nota da chefe do Serviço Médico de Emergência do Senado, Clarice Maciel Lucio.
Discurso e críticas ao governo estadual
Antes de ser socorrido, Azevedo discursou sobre a transição de governo e dirigiu-se ao atual governador, Mateus Simões (PSD). Em sua fala, acusou Simões de ameaçar a população e de deixar o estado sem recursos.
"Qualquer coisa que você for fazer achando que vai me prejudicar, Mateus, você não vai me prejudicar. Você vai prejudicar a população mineira. Você disse que tinha medo de eu ganhar a eleição de deixar o estado quebrado, falido. E você disse agora que talvez em janeiro já não tenha dinheiro para pagar os servidores. Vocês reclamaram isso do PT durante oito anos, e vocês estão deixando o estado da mesma maneira que o PT deixou", afirmou.
Previsão de déficit e revisão orçamentária
Azevedo também criticou a previsão de déficit nas contas do estado para 2027, elevada para R$ 10,51 bilhões. A revisão, encaminhada por Simões à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 14 de julho, alterou o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA).
"Que preparo é esse pelo estado? Que até então, antes, na campanha, o estado estava mil maravilhas. Agora, a partir de 1º de janeiro, o estado quebrou?".
Atendimento médico e liberação
A nota médica indica que foram realizados exames de eletrocardiograma e enzimas cardíacas, com resultados normais. Após medicação, hidratação e melhora do quadro, o parlamentar foi liberado em bom estado, com orientação de repouso.
"Após a realização de exames de eletrocardiograma e enzimas cardíacas, com resultados normais, medicação, hidratação e consequente melhora do quadro clínico, o Parlamentar foi liberado em bom estado, com orientação de repouso", diz a nota.
Reação da imprensa
O portal G1 tentou contato com o governo de Minas Gerais para comentar as declarações de Azevedo, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.