O Ibovespa caiu 2,68%, a 171.006,10 pontos, marcando o terceiro pregão consecutivo de perdas. O dólar encerrou em leve baixa, cotado a R$ 5,34.
Pressão sobre as ações
A queda ocorreu apesar da decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros inalterados entre 3,75% e 4% ao ano. As incertezas sobre a política fiscal do novo governo mantiveram os investidores cautelosos.
Desempenho da semana
- Ibovespa: perda acumulada de 16,6% na semana.
- Dólar: alta acumulada de 6,95% na semana.
O índice atingiu o menor nível desde 20 de agosto, quando fechou em 167.927,15 pontos. Durante o pregão, oscilou entre 170.162,48 (mínima) e 175.711,22 (máxima).
Setores mais afetados
As perdas foram mais pronunciadas em setores sensíveis à economia brasileira, como o imobiliário e companhias de menor porte.
Fluxo de capitais estrangeiros
Dados da B3 mostraram que investidores estrangeiros retiraram R$ 2,846 bilhões na segunda‑feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais.
Contexto internacional
Nos EUA, o Fed manteve a taxa de juros, decisão que teve impacto limitado sobre o Brasil. O S&P 500 subiu 0,28% no mesmo dia.
Movimento do dólar
O dólar comercial recuou 0,19%, fechando a R$ 5,34. Por volta das 13h30, chegou a R$ 5,399, mas perdeu força na reta final, acompanhando a desvalorização da moeda no exterior após a decisão do Fed.
Perspectivas
Investidores continuam atentos às incertezas fiscais do governo e à repercussão política nas relações com os Estados Unidos. Na semana, o dólar acumulou alta de 6,95%, refletindo a disparada registrada na segunda‑feira, mas registra queda de 2,59% no acumulado do ano.