A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou, nesta fase final da disputa, a busca por votos entre os beneficiários do Bolsa Família. A estratégia visa conquistar eleitores que atualmente declaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) no segundo turno.

"Neste grupo, o Lula está conquistando mais votos e pode crescer mais, tirando votos de Flávio Bolsonaro", diz um interlocutor do presidente.

Destaques:

  • Lula tenta alcançar 70% de apoio entre beneficiários do Bolsa Família
  • Flávio Bolsonaro ainda lidera com 45% nas intenções gerais
  • Próxima votação: domingo, 25 de outubro

Estratégia focada no Bolsa Família

Assessores da campanha petista afirmam que os beneficiários do programa são o principal segmento onde ainda há espaço para mudar a preferência eleitoral. A equipe de Lula acredita que, nos demais grupos, os votos já estão consolidados.

A campanha utiliza mensagens que ressaltam o reajuste do benefício concedido pelo governo e relembram críticas anteriores de Flávio Bolsonaro, que chamou o programa de "Bolsa Farelo".

Pesquisa Quaest indica variação de apoio

A pesquisa Quaest divulgada em 21 de outubro mostrou que o apoio de Lula entre beneficiários de programas sociais subiu de 60% para 62%, enquanto o de Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 27%. A rejeição de Lula nesse grupo é de 27%, bem abaixo da média geral de 47%; a rejeição de Flávio Bolsonaro chega a 68% entre os mesmos eleitores.

No panorama geral, a pesquisa indica 44% de intenção de voto para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, mantendo o empate técnico.

Busca por eleitores indecisos e ausentes

Além dos beneficiários, a campanha de Lula também tem contato com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno ou que votaram em branco ou anularam o voto. Segundo a Quaest, 40% desses eleitores agora pretendem votar em Lula, contra 36% que consideram Flávio Bolsonaro.

A equipe de Lula escalou lideranças regionais para persuadir esse público, com o objetivo de alcançar a meta de 70% de apoio entre os beneficiários do Bolsa Família e, assim, virar a disputa até o domingo.