O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste sábado (24), estar confiante de que vencerá o segundo turno da eleição presidencial, ao afirmar que "os brasileiros não podem levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto".
"Os brasileiros não podem levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade do risco que a democracia, a liberdade e as pessoas de bem correm. Eu tenho certeza que nós vamos ganhar as eleições. Pode anotar, amanhã [domingo], eu serei eleito presidente da República outra vez", declarou.
Destaques:
- Lula confiante de vitória nas urnas
- Declaração contra milicianismo no Palácio do Planalto
- Próxima eleição: domingo (25)
Em discurso à imprensa no Rio de Janeiro, durante ato em Copacabana, Lula ressaltou que o povo quer mudança e que essa mudança deve ser para melhor, não para retroceder.
"Não está longe da nossa memória o que aconteceu no mandato dessa gente [gestão Bolsonaro] no país, na área da cultura, do trabalho, da educação, da saúde, da política externa. Nós levamos três anos para reconstruir o país e apresentar agora uma proposta concreta para o futuro", acrescentou.
Promessa de obras no Rio de Janeiro
Lula prometeu concluir obras inacabadas na capital fluminense e destacou investimentos federais na Baixada Fluminense.
Disputa de ilha em Angra dos Reis
O presidente voltou a comentar a polêmica sobre a ilha de Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro, afirmando que vai "brigar para tomar a ilha de Willer Tomaz e de Flávio Bolsonaro".
A referência está ligada a um caso envolvendo o jogador Richarlison Andrade, que alega ter investido cerca de R$ 10 milhões em direitos sobre uma mansão em Angra dos Reis desde 2020. Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tentar retirar esses direitos com apoio do advogado Willer Tomaz.
"Roubaram do pombo [apelido do jogador Richarlison], de um jogador da Seleção Brasileira. Nós vamos trabalhar para tentar devolver o terreno a seu verdadeiro dono", afirmou Lula neste sábado.
Contexto político
A declaração de Lula ocorre na véspera do segundo turno, com a disputa se estreitando entre o petista e o candidato da oposição. O presidente utilizou o discurso para reforçar a necessidade de proteger a democracia contra influências de grupos armados e para apresentar seu plano de retomada de obras e investimentos regionais.