A forte tempestade que assolou Minas Gerais deixou mais de 230 mil imóveis sem energia na noite de 26 de junho, segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Na capital, 221 mil residências foram afetadas, e o número total de clientes sem luz chegou a 640 mil na tarde do dia anterior.

O temporal trouxe rajadas de vento de até 150 km/h em Patos de Minas, 105 km/h em Lavras e 90 km/h em Belo Horizonte, além de cerca de 60 mil descargas atmosféricas, volume seis vezes superior ao esperado para uma tempestade dessa magnitude.

"A tempestade foi acompanhada por rajadas de vento de intensidade excepcional, que chegaram a 150 km/h em Patos de Minas, 105 km/h em Lavras e 90 km/h em Belo Horizonte. Além dos ventos intensos, foram contabilizadas cerca de 60 mil descargas atmosféricas durante o evento, volume aproximadamente seis vezes superior ao esperado para uma tempestade dessa magnitude", informou a Cemig.

Impacto nas áreas urbanas

Em Belo Horizonte, a tempestade alagou ruas, derrubou árvores e danificou barracas da Feira Hippie. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais registrou 349 locais de votação sem energia no domingo, 25 de junho, comprometendo a logística eleitoral.

Mobilização da Cemig

Para acelerar o restabelecimento, a Cemig deslocou 4,6 mil profissionais em regime de plantão, trabalhando de forma ininterrupta e priorizando as áreas mais críticas. A empresa afirma que o evento representa o maior impacto no sistema elétrico em 74 anos.

Perspectivas de recuperação

A companhia garante que os trabalhos continuarão sem interrupção, seguindo critérios de prioridade e impacto das ocorrências. A população aguarda a normalização dos serviços nos próximos dias, enquanto as autoridades monitoram as condições climáticas.