O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), afirmou que a PEC da Segurança Pública facilitará a integração entre forças federais, estaduais e municipais no combate ao crime organizado. A proposta foi aprovada pelo Senado em dois turnos na terça‑feira (3) e segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

“Ontem foi uma excelente notícia a aprovação da PEC da Segurança Pública, que vai ter impacto lá no Rio Grande do Norte”, afirmou, em entrevista ao jornal Em Ponto, da GloboNews.

Destaques:

  • aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado
  • integração entre forças federais, estaduais e municipais
  • próximo passo: promulgação pelo Congresso Nacional

Reação de Cadu de Lula à aprovação

Cadu de Lula destacou que o avanço das organizações criminosas atinge o Nordeste e que o combate deve ser feito "com firmeza, com polícia na rua, com ocupação de territórios". Ele vinculou a medida ao fortalecimento da segurança na região.

Comentários sobre a postura do presidente Lula

Ao ser questionado sobre a ausência de declarações do presidente Lula a respeito da dívida e dos juros, Cadu sugeriu que o silêncio pode ser estratégico.

“E esse silêncio dele, talvez seja o tempo necessário, analisando como funciona a cabeça do presidente Lula, para quando ele se manifestar, ele já se manifestar em cima de ideias que vão estar consolidadas na cabeça dele para o rumo que ele vai dar para o país nos próximos anos.”

Dinâmica interna do PT e relação com a governadora

Cadu rejeitou a ideia de conflito entre gerações dentro do PT, afirmando que as lideranças tradicionais ajudaram a abrir espaço para novos nomes.

“Então, a gente não tem essa briga de gerações, vamos dizer assim", explicou. "É natural que agora, no quarto mandato do presidente Lula, algumas dessas lideranças ocupem espaços no governo do presidente Lula."

Sobre a relação com a governadora Fátima Bezerra (PT), ele ressaltou lealdade, mas enfatizou que seu governo terá um "DNA próprio".

“Eu disse ao longo da campanha que eu tenho muita lealdade a Fátima, mas eu tenho um DNA próprio.”

Cadu, ex‑secretário da Fazenda, apontou que sua trajetória está voltada ao desenvolvimento e à geração de emprego e renda, complementando a atuação sindical de Fátima.

“Então, o meu governo vai ser um governo diferente do dela. Eu acho que é isso, as ideias se complementam.”