O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta quarta‑feira (4), o ministro da Fazenda Dario Durigan, o vice‑presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti e Esther Dweck, os ex‑ministros Fernando Haddad e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho e Laura Carvalho. O encontro visa definir estratégias para garantir o cumprimento das metas fiscais e a continuidade dos programas sociais após o Banco Central suspender a redução da taxa de juros.

Visão geral da economia

Durigan abrirá a reunião com uma avaliação do estado da economia e apresentará as medidas em análise, que incluem aumento de contingenciamento de gastos e limites ao crescimento de despesas obrigatórias, como saúde e educação, sem redução de verbas.

Objetivo do ajuste fiscal

Segundo interlocutores do ministro, o objetivo é um ajuste fiscal consistente e gradual, que permita a redução da taxa de juros e assegure a manutenção das políticas sociais a longo prazo. O plano busca evitar um “tesouraço” e oferecer ao mercado um caminho crível para conter o crescimento das despesas.

Reação do mercado e críticas internas

Petistas têm criticado o Banco Central pelos juros ainda elevados e exigido mudanças na política monetária, ao mesmo tempo em que rejeitam um ajuste fiscal forte. O mercado aguarda a divulgação de medidas concretas de contenção de despesas pelo governo.

"O mercado não quer um tesouraço, como prometeu Flávio Bolsonaro, mas um plano crível e consistente de redução do crescimento das despesas para garantir estabilidade na economia", afirmou um banqueiro.

Caso não haja um plano efetivo, o banqueiro alerta que o país pode enfrentar crescimento baixo, escassez de recursos para programas sociais e pressões inflacionárias.