Um grupo criminoso suspeito de aplicar o golpe do falso gerente bancário foi alvo de operação da Polícia Civil de Goiás nesta quinta‑feira (5). Foram cumpridos 9 mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em cidades de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
A delegada Lara Soares, responsável pela ação, informou que a investigação começou após uma vítima de Goiás registrar prejuízo de aproximadamente R$ 412 mil. Ela explicou que os criminosos se passam por funcionários de bancos e usam engenharia social para induzir a vítima a transferir dinheiro para contas controladas pelos golpistas.
"Acreditando estar seguindo orientações legítimas do próprio banco, a vítima acaba realizando transferências para contas indicadas pelos criminosos", afirmou a delegada.
Até as 8h da manhã, quatro pessoas já haviam sido detidas, segundo a Polícia Civil de Goiás. A ação foi conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das polícias civis de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Operação coordenada entre estados
A cooperação entre diferentes polícias civis demonstra a complexidade das fraudes bancárias, que costumam envolver redes espalhadas pelo país. A presença de agentes do Ministério da Justiça reforça o caráter cibernético das investigações.
Impacto financeiro das fraudes
O caso citado pela delegada revela um prejuízo superior a quatrocentos mil reais, evidenciando o risco significativo para vítimas que confiam em supostas orientações bancárias.
Próximos passos da investigação
A operação continuará com a análise de documentos apreendidos e a identificação de possíveis cúmplices ainda não detidos. As autoridades alertam o público para desconfiar de contatos inesperados que solicitem transferências bancárias.
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